19 de outubro de 2009

MULHERES DE ATENAS

(Cadê a Cinthia e a Carolina?)

Não fumo cigarro, nem cachimbo.

A ansiedade do vício não preenche as horas.

Arroz, feijão, salada, calabreza e fritas.

"Um comercial, por favor, com um suco de laranja, pra agora!"


Pago pra comer comida de bar, daquelas que duram horas no estômago.

E ainda está aqui, me fazendo lembrar do almoço na hora do jantar.


A chuva devolve a realidade. O céu nublado entrega a melancolia via sedex.

O sistema nervoso desregula, a cabeça coça sem Denorex.


A alma acha o corpo estranho e o mantém inerte, sem andar.

Como alguém que perde a sunga no mar.


Espero por um parêntese, uma emersão, um alento.

Levantar.

E continuar andando em silêncio.

(Depois, mais acima, encontrar a Cinthia e a Carolina.)

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